Passivos e contratos
Operações existentes, saldo cobrado, encargos, vencimentos, aditivos, renegociações anteriores e relação entre contratos.
Serviço central
O problema não é apenas quanto a empresa deve. É o que cada dívida pode atingir. Contratos, garantias, avalistas, caixa, cobranças e processos precisam ser analisados em conjunto para que as decisões sejam tomadas na ordem correta.
Prioridade antes de negociação
Quando existem vários passivos, começar pelo credor que cobra com mais intensidade pode consumir caixa sem reduzir o maior risco. Uma dívida sem garantia, um financiamento garantido por imóvel e uma execução direcionada aos sócios não produzem as mesmas consequências.
A gestão começa pela leitura dessas diferenças: o que pode ser atingido, em qual prazo, por qual operação, quais recursos estão disponíveis e quais decisões tomadas hoje alteram a posição da empresa diante dos demais credores.
O instrumento é consequência do diagnóstico. Não o ponto de partida.
Visão coordenada
Gestão de passivos não é uma coleção de ações ou negociações isoladas. É a coordenação das informações que determinam o risco e a capacidade de decisão da empresa.
Operações existentes, saldo cobrado, encargos, vencimentos, aditivos, renegociações anteriores e relação entre contratos.
Aval, alienação fiduciária, hipoteca, penhor, recebíveis e outros vínculos que alteram a exposição da empresa e dos garantidores.
Quanto a operação efetivamente suporta sem transformar um acordo bancário em novo problema de liquidez.
Execuções, bloqueios, leilões, busca e apreensão, protestos e demais medidas que podem exigir providência antes da negociação.
Objetivo, entrada, parcela, garantias, cláusulas críticas, efeito do acordo sobre os demais passivos e acompanhamento do cumprimento.
Como funciona
O trabalho segue uma sequência lógica. Havendo urgência, a situação é identificada imediatamente. Fora disso, o primeiro contato e a contratação antecedem o levantamento técnico aprofundado.
Serve para compreender a situação em linhas gerais, verificar aderência ao serviço e identificar prazos ou medidas que não podem esperar.
O contexto, os objetivos, as urgências e as principais frentes do passivo são aprofundados para delimitar o trabalho adequado.
O escopo do trabalho, os honorários e a forma de pagamento são apresentados antes do início do trabalho.
Depois da contratação, as informações e os documentos necessários ao escopo são organizados para reconstruir operações, garantias, cobranças, processos e capacidade financeira.
Cada operação é analisada pelos documentos e pelo efeito que produz sobre patrimônio, garantidores, caixa e demais passivos. Divergências relevantes são registradas para orientar a decisão.
Definem-se prioridades, capacidade de pagamento, limites de negociação e medidas judiciais quando necessárias. A via judicial é instrumento com finalidade definida, não um objetivo em si.
Instrumentos, parcelas, baixas, registros, protestos e garantias são acompanhados até o encerramento de cada frente prevista no escopo.
O que o mapa precisa mostrar
Depois da contratação, o levantamento técnico organiza o que precisa ser conhecido para comparar risco, capacidade financeira e prioridade entre as diferentes frentes do passivo.
Quanto está sendo exigido, em quais condições e como cada obrigação se posiciona dentro do conjunto das dívidas.
Quais bens, recebíveis ou outras garantias estão vinculados a cada operação e como isso altera a prioridade do risco.
Quem mais está exposto à cobrança e de que forma a obrigação empresarial alcança sócios, avalistas, fiadores ou terceiros.
Quais medidas já estão em curso e o que exige providência antes de qualquer decisão negocial.
Renegociações anteriores, alterações relevantes e acontecimentos que ajudam a compreender como a dívida chegou à situação atual.
Quanto o caixa efetivamente suporta e quais limites precisam ser respeitados para que uma solução seja executável.
O primeiro contato não exige que o potencial cliente organize previamente todo esse levantamento. A profundidade da análise e as informações necessárias são definidas conforme o escopo contratado.
Instrumentos possíveis
Uma gestão pode exigir um único instrumento ou vários deles em paralelo. O objetivo é coordenar as frentes sem perder de vista o efeito de uma decisão sobre as demais.
Análise da cobrança judicial, constrições existentes, garantidores envolvidos e medidas cabíveis no caso concreto.
Conhecer esta atuação ↗Leitura do procedimento, das intimações, da garantia e dos prazos antes de qualquer decisão negocial.
Conhecer esta atuação ↗Análise documental e processual da operação e da situação do bem, especialmente quando ele integra a atividade empresarial.
Conhecer esta atuação ↗Exame das condições contratadas, encargos, tarifas, seguros e forma de evolução do saldo quando isso for relevante à estratégia.
Conhecer esta atuação ↗Definição prévia de limites, leitura do instrumento de acordo e avaliação do efeito da renegociação sobre caixa e garantias.
Análise de impenhorabilidades, substituição ou liberação de garantias e outras medidas patrimoniais lícitas compatíveis com o caso.
Para quem
O foco do escritório está em empresas e empresários. O contexto do produtor rural também exige leitura própria, porque crédito, garantias e geração de caixa seguem dinâmica específica da atividade.
Capital de giro, conta garantida, antecipação de recebíveis, financiamento de máquinas, cédulas de crédito bancário, execuções e operações em que os sócios também prestaram garantias.
Conhecer a gestão de passivos para empresas ↗Cédulas rurais, CPR, financiamentos, penhor, hipoteca e garantias sobre safra ou maquinário, com atenção ao fluxo econômico próprio da atividade.
Conhecer a gestão de passivos no contexto rural ↗A análise coordenada também pode ser aplicável, conforme o caso, a empresários individuais, avalistas, fiadores e pessoas físicas com múltiplas operações ou garantias relevantes.
Delimitação
Definir os limites do serviço evita expectativa inadequada e decisões tomadas com premissas que não dependem do escritório.
Desconto, entrada, prazo e condições dependem do credor, do estágio da cobrança, das garantias e de outros fatores que não estão sob controle do advogado. Uma condição só é útil se também for executável.
O trabalho considera proteções e instrumentos lícitos. Não envolve simulação, ocultação de patrimônio, interposição fictícia de terceiros ou atos destinados a frustrar credores.
O escritório não promete êxito, percentual de redução, prazo de solução ou resultado judicial. O trabalho é definir e executar a estratégia adequada com base nos fatos e documentos disponíveis.
Negociar pode ser adequado, prematuro ou insuficiente. A gestão existe justamente para decidir se, quando e em quais condições a negociação faz sentido dentro do conjunto.
A continuidade ou interrupção de pagamentos depende da análise concreta de contratos, garantias, caixa e riscos. Não existe uma regra única aplicável a todos os passivos.
Contato
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